No
dia 3 de junho escrevi o artigo “Parlamentares debochando na cara do Povo” (https://freimarcos.blogspot.com/2026/06/parlamentares-debochando-na-cara-do-povo.html).
Infelizmente,
o deboche de Parlamentares na cara do Povo continua: na esfera municipal (Vereadores
das Câmaras Municipais), na esfera estadual (Deputados das Assembleias
Legislativas) e na esfera federal (Deputados Federais e Senadores do Congresso
Nacional: Câmara Federal e Senado).
Nesse
artigo (continuando o anterior sobre o mesmo assunto) refiro-me aos Deputados/as
da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (ALEGO) e aos Vereadores/as da
Câmara Municipal de Goiânia, com louváveis exceções.
A
respeito da Assembleia Legislativa dos Deputados do Estado de Goiás (ALEGO)
“Caturaí,
Simolândia, Santa Rita do Araguaia, Britânia e Fazenda Nova. Sabe o que essas
cidades apresentam em comum? Todas elas têm população menor que os 6 mil
comissionados (ocupantes de cargos em comissão) da ALEGO” (O Popular, 25/06/26.
Manchete da 1ª. página).
Atualmente,
“o número de comissionados da ALEGO é maior que a população de 109 municípios
goianos” (ib. p. 4). Em maio deste ano, a ALEGO tinha “146 funcionários por
parlamentar. Mais de mil foram contratados este ano” (ib. p.1 e 4). É uma farra
de uma imoralidade pública - legalizada e institucionalizada - inacreditável.
Que vergonha!
Aos
deputados e deputadas que estão do lado do Povo faço um pedido: denunciem pública
e corajosamente essa farra com dinheiro público desumana, injusta e antiética. Não
aceitem participar dela.
A
respeito da Câmara dos Vereadores de Goiânia
“Câmara
demite servidores e recontrata logo depois. Gastos só este ano chegaram a R$
2,2 milhões com 237 rescisões de comissionados. Em várias situações, os
funcionários voltam em seguida em cargo diferente ou no mesmo” (O Popular,
27-28/06/26. Manchete da 1ª. página).
“Dados
da Folha de pagamento de maio mostram que 29 dos 37 Vereadores têm 20 ou mais
pessoas em seus gabinetes. A média é de 22. A maior parte dos funcionários
diretos dos Vereadores são comissionados, cargos de livre nomeação. Os valores
dos salários variam de R$ 1,4 mil a 10,4 mil” (ib. p. 4).
Por
fim, pergunto: diante dessa realidade desumana e antievangélica da maior parte
da Política Partidária, onde está a denúncia profética da Igreja, das
Comunidades e dos cristãos e cristãs?
No
2º Encontro Mundial dos Movimentos Populares - dos quais participam muitos
cristãos e cristãs - o Papa Francisco declarou: “Atrevo-me a dizer que o futuro
da humanidade está, em grande medida, nas mãos de vocês, na capacidade de vocês
se organizarem e promoverem alternativas criativas na busca diária dos ‘3 T’
(terra, teto, trabalho) e na participação de vocês como protagonistas nos
grandes processos de mudança, regionais, nacionais e mundiais”.
Francisco
concentrou-se, pois, no tema das muitas formas de criminalidade organizada que
“crescem nas terras aradas pela pobreza e pela exclusão: tráfico de drogas,
prostituição infantil, tráfico de Seres humanos e violência brutal dos bairros”
(Santa Cruz de la Sierra - Bolívia, 09/07/2015).
Este
drama deve ser enfrentado.
Em
20 de setembro de 2024, Francisco encontrou-se mais uma vez com os
Representantes dos Movimentos Populares em San Calisto, Sede do Dicastério para
o Desenvolvimento Humano Integral, no Vaticano, por ocasião do 10º aniversário
do 1º Encontro Mundial dos Movimentos Populares.
Depois
de reafirmar o que disse nos três Encontros Mundiais dos Movimentos Populares anteriores,
fez um apelo a todos os participantes, entre os quais muitos cristãos e cristãs,
desses Movimentos: "continuem a
combater a economia criminosa com a economia popular; não desistam”.
É
este o caminho que nos leva a construir um novo Projeto de Sociedade e de Mundo
- um Projeto Social Popular - onde todos e todas sejam irmãos e irmãs de
verdade.






