segunda-feira, 28 de agosto de 2023

Às heroínas e aos heróis do Acampamento Dona Neura

 


Carta aberta

 

Queridas Irmãs e irmãos, companheiras e companheiros,

 

Dia 19 deste mês de agosto (sábado), saindo de nossas casas às 6 horas, Nazaré, Cida, José Fernandes e eu, fizemos uma visita a vocês no Acampamento Dona Neura (Hidrolândia - GO), para - mais uma vez - manifestar a nossa total solidariedade e irrestrito apoio à luta de vocês pelo direito à terra de trabalho e de moradia: um direito sagrado de todas e de todos.

Agradeço a acolhida de vocês, que foi realmente tão cheia de calor humano e tão fraterna que nos emocionou. A alegria, o entusiasmo, a garra, a fé e a vontade de enfrentar - com a certeza da vitória - todas as dificuldades para a conquista da terra - que já é de vocês - nos edificaram.

Os ricos, os poderosos, os ladrões de “colarinho branco” -  adoradores do deus dinheiro - não entendem isso e nem têm condições de entender!

Parabenizo, pois, vocês irmãs e irmãos por estarem planejando desde já - mesmo enfrentando muitas provações - um projeto agroecológico de produção de alimentos sem agrotóxicos.

Reafirmo, com toda clareza: o MST e os outros Movimentos Sociais, que lutam pelo Reforma Agrária Popular - o direito à terra de trabalho e de moradia no campo e, consequentemente, também na cidade - nunca realizaram, realizam e realizarão “Invasões”, mas “Ocupações”. A terra já é deles...

Os verdadeiros “Invasores” - “ladrões” do Brasil - não são as trabalhadoras e trabalhadores, mas os que fazem parte do 1% da população, que possui 50% dos bens do país. Quanta injustiça! Quanta perversidade!

Deixo, pois, ao governador Ronaldo Caiado e aliados, que - cínica e farisaicamente - tramaram contra o Acampamento, um lembrete e uma advertência:

  • O lembrete: Na Idade Média, São Tomás de Aquino e, posteriormente, o próprio Pensamento Social da Igreja, afirmam que do ponto de vista ético - humano e cristão - a destinação dos bens para uso de todos os seres humanos é um direito natural primário e a posse ou propriedade particular, um direito natural secundário. Quando o direito secundário impede o acesso de todas e de todos ao direito primário, é injusto, desumano e antiético.

E ainda: “Ninguém tem direito ao supérfluo, quando o outro ou a outra não tem o necessário”. Como estamos longe de reconhecer essa verdade!

  • A advertência: Não se esqueçam: Deus é justo e está sempre do lado dos oprimidos/as, excluídos/as e descartados/as.  “Ai daqueles que juntam casa com casa e emendam campo a campo, até que não sobre mais espaço e sejam os únicos a habitarem no meio do país” (Is 5,8).

 “Ai de vocês, os ricos, porque já têm a sua consolação”! (Lc 6,24).

Felizes de vocês, os pobres, porque o Reino de Deus lhes pertence” (Lc 6,20).

Estou com vocês! Reforma agrária popular já!

Um grande abraço do irmão e companheiro, Frei Marcos




600 famílias lideradas por mulheres reocupam a Fazenda São Lukas
O local foi palco de violência contra várias mulheres, incluindo adolescentes
Hidrolândia - GO - www.maisgoias.com.br




Marcos Sassatelli, Frade dominicano
Doutor em Filosofia (USP) e em Teologia Moral (Assunção - SP)
Professor aposentado de Filosofia da UFG

Goiânia, 27 de agosto de 2023


segunda-feira, 21 de agosto de 2023

De um lado: calúnias - de outro lado: omissões

 


Duas manifestações do Pecado Social

 

Nestes dias no Brasil e sobretudo em Goiás, assistimos um filme ao vivo com duas cenas:

1. A primeira: uma cena de calúnias descaradas e repugnantes, que são de uma baxaria incrível. Refiro-me às palavras cínicas e diabólicas do gobernador Ronaldo Caiado. que com desprezo - ironica e farisaicamente - criticou a Esquerda, os Movimentos Sociais Populares - sobreudo os que lutam pelo Direito à Terra e à Moradia digna como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), as Organizações Religiosas ligadas à defesa dos Direitos Humanos, as Pastorais Sociais como a Pastoral da Terra e a Pastoral Carcerária, e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), chamando todo mundo de “esquerdinha de butique que não trabalha”. Que vergonha! (Cf. Entrevista ao Programa Pânico, dia 14 deste mês de agosto, em: https://jovempan.com.br/).

Com estas palavras, Ronaldo Caiado referia-se, de modo especial, aos que não reconhecem o agronegócio como uma potência produtiva. Na realidade, todos e  todas nós sabemos que o agronegócio é sim uma potência, mas uma potência que destroi e invenena a natureza, visando somente a exportação e o lucro - muitas vezes com trabalho escravo - a serviço dos poderosos: os adoradores do deus dinheiro.

Não dá para entender como um ser humano possa ser tão mesquinho, tão hipócrita, tão injusto, tão antiético e tão diabólico!

Infelizmente, na sociedade capitalista ultraneoliberal de hoje essa cena de calúnias é uma das faces mais perversas do pecado social ou pecado estrutural: uma “desordem estabelecida” (E. Mounieer), legalizada e institucionalizada.

2. A segunda: uma cena de omissões, tanto na sociedade em geral como na Igreja, diante das acusasões calúniosas e mentirosas do governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Infelizmente, as paróquias, as dioceses, a CNBB regional e nacional e a Igreja em geral ou não tomaram conhecimento ou, se tomaram, foram totalmente omissas.

A nossa Igreja - sobretudo por causa do clericalismo de bispos, padres  e outras pessoas - esqueceu, com poucas exceções, o Concílio Vaticano II, a Conferência de Medellín e sobretudo o Evangelho. Voltou a ser uma Igreja conservadora, preocupada somente com seus problemas internos e impregnada de individualismo religioso.

Como exemplo, basta ver a programação pastoral de algumas Paróquias. Para essas Paróquias, o mundo não existe, ou existe somente para que as cristãs e cristãos possam “fazer caridade” e “salvar sua alma”. O que mais se houve nas Igrejas hoje é o “eu”. Eu te louvo, eu te adoro, eu... eu... Ora, Jesus não falou “Pai meu...”, mas “Pai nosso...”. Infelizmente, a imagem de Jesus de Nazaré e do seu Evangelho foi totalmente deturpada.

Graças a Deus, as trabalhaforas e trabalhadores e os pobres em geral, que lutam pelos Direitos Humanos e de maneira especial pelo Direito à terra e à moradia digna, tiveram e têm ainda o apoio e a solidariedade - através de Notas públicas nas redes sociais ou presencialmente através de representantes - das Organizaçoes aliadas, que também foram vítimas da truculência repugnante do governador, como Movimentos Sociais Populares, Sindicatos de Trabalhadoras e Trabalhadores, Comitês ou Fóruns de Defesa dos Direitos Humanos, Entidades de Jovens Estudantes e Pastorais Sociais, principalmente a Pastoral da Terra e a Pastral Carcerária.

Pessoalmente, confesso que diante das calúnias do governador, o meu sangue ferveu e fiquei totalmente tomado de indignação. Os caluniadores e opressores dos pobres e seus aliados lembrem as palavras que Jesus de Nazaré - em situaçoes semelhantes a nossa - dirigiu aos doutores da Lei e fariseus: “Ai de vocês, doutores da Lei e fariseus hipócritas! (...) Serpentes, raça de cobras venenosas! Como é que vocês poderão escapar da condenação do inferno?” (Mt 23,14.33). Palavras duras!. Que coragem! Meditemos!

Por fim, mesmo com tudo isso, não temos o direito de desanimar. Esperançar é preciso! Unidas/os e organizadas/os, a luta continua! Jesus de Nazaré está conosco e caminha conosco A vitória já é nossa!



Marcos Sassatelli, Frade dominicano
Doutor em Filosofia (USP) e em Teologia Moral (Assunção - SP)
Professor aposentado de Filosofia da UFG

Goiânia, 20 de agosto de 2023



domingo, 13 de agosto de 2023

ALEGO: Mordomia política com dinheiro dos Pobres

 


Em maio passado, a Assembleia Legislativa de Goiás (ALEGO) adquiriu 41 caminhonetes 4x4 novas para os gabinetes dos deputados ao preço de R$ 227 mil cada, totalizando R$ 9,3 milhões.

Agora, com licitação prevista para ocorrer nesses dias, a ALEGO pretende adquirir 60 carros sedãs novos ao preço de R$ 110,18 mil cada, totalizando R$ 6,61 milhões.

No Edital, a ALEGO afirma que os veículos atenderão “demandas da Casa no Estado e no apoio das atividades parlamentares constitucionais inerentes ao mandato e à representação do Poder Legislativo Goiano, bem como no apoio das atividades administrativas, essenciais ao funcionamento desta Casa de Leis” (O Popular, 01/08/23, p. 6).

Pergunto:

  • Os deputados/as estaduais de Goiás - com o subsídio mensal que recebem (cerca de R$ 31 mil) - não podem adquirir um carro popular para os seus gabinetes?
  • Somente uma caminhonete não é suficiente para atender todas as necessidades administrativas da ALEGO?
  • Como podemos acreditar que deputados/as estaduais, apoiadores/as de tamanha maracutáia (uma verdadeira farra com o dinheiro público) estejam preocupados/as em servir o Povo (os Pobres)?  
  • Embora estejamos ainda muito longe disso, o ideal não seria que a militância político-partidária fosse uma prática de voluntariado como a militaância sindical e popular? Se assim fosse, a qualidade dos candidatos/as não seria outra?

Tem mais: “A ALEGO bate recorde de comissionados” (manchete). “A quantidade de funcionários comissionados na Assembleia Legislativa de Goiás tem aumentado ao longo dos anos, com um salto significativo no primeiro semestre de 2023. O ano começou com 3.711 comissionados e chegou ao recorde de 4.572 em junho. Os dados são do Portal da Transparência da Casa” (O Popular, 03/08/23, p.4).

Essa mordomia política, acintosa e despudorada - além de ser um pontapé na cara dos Pobres - é uma grande irresponsabilidade e uma total falta de ética. Ela reflete e reproduz na ALEGO a realidade de desigualdade e injustiça do mundo, do Brasil, de Goiás  e de Goiânia.

No mundo (segundo a OXFAM), 1% da população detém a mesma quantidade de bens dos 99% restantes. As 62 pessoas mais ricas do mundo têm tantos bens quanto a metade (mais de 4 bilhões de pessoas) da população global (cf. https://g1.globo.com/economia/noticia/2016/01/).

No Brasil, a metade da população mais pobre possui menos de 1% dos bens do pais. Os 50% mais pobres, ganham 20 vezes menos do que os 10% mais ricos e esses ganham quase 59% da renda nacional total (cf. https://economia.uol.com.br/noticias/bbc/2021/12/).  

Em Goiás, a desigualdade é um grande desafio. Utiizando o Índice ou Coeficiente de Gini (uma medida de desigualdade desenvolvida por Corrado Gini) - que consiste em um número entre 0 e 1, onde 0 corresponde à completa  igualdade - “a desigualdade de renda comparada em regiões do Estado de Goiás foi analisada pelo Instituto Mauro Borges (IMB). Goiânia foi a localidade mais desigual em 2021. Aqui o índice chega a 0,510. Na sequência aparecem Região metropolitana da capital (0,450) - excluída Goiania; Goiás (0,440), exceto a Região metropolitana e a Região Integrada de Desenvolvimento Econômico (Ride); e por último, a própria Ride (0,410), excluíndo a capital” (O Popular, 02/08/23, p. 14).

Goiânia “é a cidade mais desigual. Estudo da ONU aponta a capital como a cidade da América Latina com a maior concentraão de renda” (https://secom.ufg.br/n/38771-goiania-a-cidade-mais-desigual).

Por fim, um questionamento: por que a maioria (graças a Deus, não são todos/as) dos deputados/as da ALEGO não pensa nessa realidade tão desigual, injusta, desumana e antiética do mundo, do Brasil, de Goiás e de Goiânia? É a expressão palpitante do pecado social ou estrutural, hipocritamente legalizado e institucionalizado. Meditemos!

O Popular, 01/08/23, p. 6

Plenário da Assembleia Legislativa de Goiás, em Goiânia
Foto: Reprodução/TV Anhanguera 




Marcos Sassatelli, Frade dominicano
Doutor em Filosofia (USP) e em Teologia Moral (Assunção - SP)
Professor aposentado de Filosofia da UFG

Goiânia, 11 de agosto de 2023



quarta-feira, 2 de agosto de 2023

Igreja Pobre e dos Pobres - Páscoa eterna de Dom Luigi Bettazzi

 


Na manhã de domingo 16 de julho próximo passado morreu, ou seja, fez sua Páscoa eterna em Albiano d`Ivrea (Piemonte - Itália) Dom Luigi Battazzi, nascido no dia 26 de novembro de 1923, em Treviso (Veneto - Itália). Ele era o último bispo italiano e europeu a ter participado do Concílio Ecumênico Vaticano II (1962-65) e completaria 100 anos de vida em novembro próximo.

Oito jovens, entre os quais eu, no dia 9 de julho de 1966 - na Basílica São Domenico de Bolonha - tivemos a graça de sermos ordenados padres por ele, bispo auxiliar do Cardeal Giacomo Lercaro há quase três anos.

Luigi Battazzi “foi testemunha, até ao fim dos seus dias, da importância que o Concílio Vaticano II representou para a Igreja Católica” e “ficou conhecido pelas suas posições corajosas e contracorrentes, sempre pronto a empenhar-se pessoalmente por tudo o que diz respeito à paz e aos direitos do ser humano” (https://www.ihu.unisinos.br/630561-luigi-bettazzi-o-bispo-do-concilio).

Em toda sua vida, ele foi testemunha do Evangelho e profeta de Jesus de Nazaré, incomodando muitas vezes a própria Igreja. Foi também um dos poucos bispos da Itália e da Europa, que - pública e oficialmente - fizeram a opção pela Igreja Pobre e dos Pobres: a Igreja dos que querem seguir Jesus.

Pela minha longa experiência de vida e de trabalho pastoral na Igreja -  conhecendo casos concretos ditos “secretos” - tenho certeza que, se Luigi Bettazzi tivesse feito a opção acima antes de ser bispo, nunca seria nomeado.

Infelizmente, nas questões fundamentais para a vida da Igreja, prevalece ainda a diplomacia (muitas vezes oportunista e interesseira), que não tem nada a ver com o Evangelho de Jesus ou o Espírito Santo e é uma das faces do pecado estrutural da Igreja-Instituição. Ela precisa se libertar desse pecado.

Jesus nos ensinou: “Digam apenas ‘sim’, quando é ‘sim’; e ‘não’, quando é ‘não’. O que vocês disserem além disso, vem do Maligno” (Mt 5,37). Foi essa, ao longo de quase 100 anos, a maneira de viver - pensar, agir e lutar - de Luigi Bettazzi, que se tornou bispo da Igreja Pobre e dos Pobres: a Igreja dos que amam a paz, são sedentos de justiça e seguem Jesus de Nazaré, hoje.

“A beleza de uma longa vida é que muitos, em diversos tempos e lugares, desfrutam de seus frutos, quando essa vida é cheia de valores civis, inspirações religiosas e transbordante de amor” (https://www.ihu.unisinos.br/630558).

Luigi Bettazzi é lembrado também como muito fraterno e acolhedor, como professor e amigo, e como assistente eclesiástico da Federação dos Universitários Católicos Italianos (FUCI). É lembrado ainda como bispo auxiliar de Bolonha, num tempo especial da Igreja bolonhesa, que foi o do Cardeal Lercaro, de Dossetti, do Avvenire d'Italia, do Centro de Estudos Religiosos de Pino Alberigo e Paulo Prodi. 

Ele participou do Concílio Vaticano II - segunda sessão - a partir de 29 de setembro/63, uma semana antes de 4 de outubro, quando foi consagrado bispo auxiliar de Bolonha. “Estava entre os bispos mais jovens do Vaticano II. Ali ele falou pela paz, e teve a coragem de se levantar em São Pedro para pedir aos Padres Conciliares, contra toda prudência eclesiástica, que procedessem à canonização conciliar do Papa João XXIII, tornando-o santo por aclamação, sem milagres e sem processos canônicos, porque nunca se tinha visto um papa assim, e justamente aquele Concílio era o seu legado mais precioso para a Igreja e para o mundo.

Depois do Concílio, ele ainda esteve próximo de Lercaro, antes que o arcebispo bolonhês fosse deposto por ter reivindicado a profecia da Igreja, e a não-neutralidade, contra a guerra do Vietnã” (Ib.).

Em 1966, Luigi Bettazzi foi nomeado bispo de Ivrea (Piemonte) “para onde foi enviado por seus méritos (será?...), mas também para deixar o lugar em Bolonha ao cardeal Poma encarregado de normalizar a Igreja italiana após as ousadias do Concílio” (Ib.). Ele ficou em Ivrea até 1999. Foi também presidente da filial italiana da Pax Christi de 1968 a 1975 e presidente da Pax Christi Internacional de 1978 a 1985.

Luigi Bettazzi foi o único bispo italiano que assinou o Pacto das Catacumbas sobre a Igreja Pobre e dos Pobres. Assumiu sempre posições proféticas em favor da Paz e dos Pobres; realizou atividades pastorais inovadoras na Diocese de Ivrea e suas "Cartas" abertas e contracorrentes tiveram sempre uma grande repercussão.

Para Bettazzi, o Concílio Vaticano II “mudara profundamente a Igreja Católica, marcando-a para sempre. O que ele chamava de ‘revolução copernicana do Concílio’ trouxe a Comunidade de fiéis de volta ao espírito evangélico de suas origens, do qual não era mais possível voltar atrás, apesar das várias tentativas, mais ou menos óbvias, dos boicotes e dos contínuos encobrimentos”.

Elecontinuou a vivenciar pessoalmente o Concílio Vaticano II e a testemunhá-lo, circulando pela Itália, pelo mundo e por toda parte até poucos meses antes de sua morte, nunca recusando um convite para falar sobre o Concílio Vaticano II” (https://www.ihu.unisinos.br/630561-luigi-bettazzi-o-bispo-do-concilio).

O Papa Francisco “o recorda como um grande apaixonado pelo Evangelho que se destacou por sua proximidade aos Pobres, tornando-se um sinal profético de justiça e paz em tempos particulares da história da Igreja” e se diz "grato ao Senhor por esta intrépida testemunha do Concílio" (https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2023-07/papa-francisco-telegrama-pesar-morte-dom-luigi-bettazzi.html)

Em 1986, Luigi Bettazzi participou conosco do 6º Encontro Intereclesial das CEBs, em Trindade - Goiás. Pessoalmente, a última vez que o encontrei foi há cerca de 5 anos, numa Paróquia da Diocese de Reggio Emília (Itália), convidado para fazer uma conferência sobre o Concílio Vaticano II. Depois da Conferência, na nossa conversa, contou brincando que sempre perguntam onde ele mora e que ele responde: “eu moro no trem”.

Luigi Bettazzi, presente! Estamos em comunhão de vida com a Igreja Pobre e dos Pobres! A caminhada continua”! A esperança nunca morre!

Leia também: https://www.ihu.unisinos.br/categorias/622962-o-vaticano-ii-que-eu-vivi-entrevista-com-luigi-bettazzi.



Basílica de S. Domenico - Bolonha
Ordenação Presbiteral: 09/07/66

Marcos Sassatelli, Frade dominicano
Doutor em Filosofia (USP) e em Teologia Moral (Assunção - SP)
Professor aposentado de Filosofia da UFG

Goiânia, 01 agosto de 2023





A palavra do Frei Marcos: uma palavra crítica que - a partir de fatos concretos e na escuta dos sinais dos tempos aponta caminhos novos