sexta-feira, 2 de setembro de 2011

“Contra a Corrupção, a Violência e a Morte, grita a Vida”

(Lema local do 17° Grito dos/as Excluídos/as de 2011)

            O Grito dos/as Excluídos/as surgiu no Brasil no ano de 1994 e o 1° Grito foi realizado em setembro de 1995, com o objetivo de aprofundar o tema da Campanha da Fraternidade do mesmo ano, que era "A Fraternidade e os/as Excluídos/as", e responder aos desafios levantados na 2a Semana Social Brasileira, cujo tema era: "Brasil, alternativas e protagonistas".
            “O Grito dos Excluídos/as é uma manifestação popular carregada de simbolismo, é um espaço de animação e profecia, sempre aberto e plural, de pessoas, grupos, entidades, igrejas e movimentos sociais comprometidos com a causa dos/as Excluídos/as”.
            Dentro do tema "Vida em primeiro lugar", o 17º Grito dos/as Excluídos/as deste ano, 7 de setembro, tem como lema nacional "Pela Vida grita a Terra… Por Direitos, todos nós", e como lema local (Goiânia - GO) "Contra a Corrupção, a Violência e a Morte, grita a Vida". Com o lema local, o Forum Permanente do Grito dos/as Excluídos/as - responsável pela articulação e organização do Grito - quis destacar, na luta contra a Corrupção, a Violência e a Morte, as questões do Transporte, da Saúde e da Segurança Pública.
            Em Goiânia, o Transporte coletivo é caótico e desumano. A Saúde Pública é uma verdadeira calamidade. A Segurança Pública é muito precária e, às vezes, conivente com a corrupção, a violência e a morte.
            Em nível nacional, O Objetivo Geral do Grito dos/as Excluídos/as é: Anunciar, em diferentes espaços e manifestações populares, sinais de esperança com a perspectiva de transformação através da unidade, organização e das lutas populares. Denunciar todas as formas de injustiças promovidas pelo sistema capitalista implantado em nosso país, que causa a destruição e a precarização da vida do povo e do planeta.
Os Objetivos Específicos do Grito dos/as Excluídos/as são:
- Defender a vida humana em todas as suas dimensões, debater e construir alternativas que fortaleçam, mobilizem e organizem os/as excluídos/as na luta em defesa e na construção de uma sociedade que atenda os anseios populares.
- Lutar em defesa das riquezas naturais (água, terra, minérios, sementes...) do nosso planeta, denunciar o atual modelo de desenvolvimento e crescimento econômico que explora e destrói toda forma de vida.
- Proporcionar alternativas de manifestação popular que tragam esperança e perspectiva de vida para o povo.
- Mostrar que as crises, geradas pelo sistema capitalista, retiram direitos dos/as trabalhadores/as, aumentando o trabalho precário e o desemprego.
- Fortalecer as lutas dos povos em busca da soberania dos países e apoiar as formas de luta popular em favor da transformação.
- Promover debates sobre novas relações (gênero, raça, etnia, valores...) que respeitem e construam a igualdade de direitos e a valorização das diferenças.
- Construir espaços de unidade dos movimentos do campo e da cidade, promovendo a importância de cada um dentro da organização e da luta popular.
- Ir às ruas e praças para construir um projeto popular como alternativa ao modelo atual.
Um projeto popular, como alternativa ao modelo atual (projeto capitalista), acontece em torno de alguns eixos: projeto sustentável, nossos direitos, soberania nacional e internacional, esperança e utopias (mística), integração das lutas, cidadania universal, comunicação popular, defesa e promoção da juventude, garantia de todas as formas de vida no planeta (Os Dados históricos sobre o Grito dos/as Excluídos/as, os Objetivos e os Eixos foram tirados do “Jornal Grito dos Excluídos/as”, Edição Número 50, Ano 17).

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB - Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, no dia 12 de julho último, enviou uma “Carta de apoio ao Grito dos/as Excluídos/as”, dizendo:
“Irmãos e Irmãs! A Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz - CNBB manifesta seu apoio ao Grito dos Excluídos Nacional, que se realiza em todos os Estados do nosso País, por ocasião das comemorações do dia da Independência do Brasil.
O Grito dos Excluídos é um espaço democrático de mobilização popular nacional na Semana da Pátria, buscando construir um projeto popular para o Brasil. Neste ano tem como tema: Pela Vida grita a Terra... Por Direitos, todos nós!
Com os excluídos este evento pretende mobilizar pessoas, comunidades, Igrejas, religiões e sociedade para assumir o protagonismo na construção de alternativas que tragam a eles esperança e perspectivas de vida para as comunidades locais; promover a pluralidade e igualdade de direitos, bem como o respeito nas relações de gênero, raça e etnia; denunciar todas as formas de injustiça que, em nosso país, causam a destruição e a precarização da vida do povo e do planeta.

Diante de situações de exclusão, Jesus defende os direitos dos fracos e o direito a uma vida digna para todo ser humano. O compromisso com esta causa nos compromete no esforço de superação da exclusão em nosso país, participando da construção de uma sociedade justa, solidária e de cuidado da vida do planeta e do ser humano” (Dom Guilherme Werlang, Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz).
Diário da Manhã, Opinião Pública, Goiânia, 01/09/11, p. 4

Fr. Marcos Sassatelli, Frade dominicano
Doutor em Filosofia (USP) e em Teologia Moral (Assunção - SP)
Prof. de Filosofia da UFG (aposentado)
Prof. na Pós-Graduação em Direitos Humanos
(Comissão Dominicana Justiça e Paz do Brasil / PUC-GO)
Vigário Episcopal do Vicariato Oeste da Arquidiocese de Goiânia
Administrador Paroquial da Paróquia Nossa Senhora da Terra
                                                                                                                                                      E-mail: mpsassatelli@uol.com.br

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A palavra do Frei Marcos: uma palavra crítica que - a partir de fatos concretos e na escuta dos sinais dos tempos - aponta caminhos novos