O
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump e o primeiro-ministro de
Israel, Benjamin Netanyahu
- com o apoio direto ou indireto de outros países - são os principais responsáveis
pela guerra no Oriente Medio. Em nome do deus dinheiro, eles são - no mundo de
hoje - verdadeiros demônios.
Não dá para
entender como um ser humano - chamado Trump - possa ser tão mal e
tão cruel de chegar a afirmar que a guerra foi um sucesso e que está muito satisfeito
com o desenrolar da guerra no Irã.
Entre
muitos, basta lembrar dois fatos recentes, que foram amplamente divulgados na
imprensa e nas redes sociais.
Primeiro:
o ataque dos Estados Unidos ao Irã do dia 28 de fevereiro passado em Minab,
na Província de Hormozgan, no sul do país, contra uma escola para meninas que -
segundo o embaixador do Irã da ONU, Amir-Saeid Iravani - deixou mais de 100
crianças mortas.
Segundo: o
ataque com submarino do dia 4 deste mês de março pelos Estados Unidos, na costa
do Sri Lanka, afunda um navio do Irã e mata ao menos 87 pessoas.
Quanta
maldade e quanta crueldade! Trata-se de uma iniquidade diabólica sócio-estrutural
e pessoal gravíssima, que na ètica filosófico-teológica chamamos pecado social
ou estrural e pecado pessoal mortal. Não dá para entender!
A
Rede Brasileira Justiça e Paz - organismo ligado à Conferência Nacional dos
Bispos do Brasil (CNBB) - emitiu um posicionamento oficial em resposta aos
ataques militares ocorridos no Irã na madrugada do dia 28 de fevereiro e outros.
“Nós
da Rede Brasileira Justiça e Paz, reunidos em Brasília, conclamamos a todos os
povos e governos a se manifestarem pela paz e pela solução negociada para os
conflitos”.
Continua:
“Trump e Netanyahu enfrentam acusações sérias tanto no plano interno quanto
perante a comunidade internacional - investigações sobre corrupção, abusos de
poder e violações de direitos humanos que corroem sua legitimidade. Para
agradar os setores mais radicais de suas bases políticas, ambos recorrem à
guerra não como estratégia de paz, mas como instrumento de reafirmação
autoritária: um gesto de força que silencia críticas, mobiliza o nacionalismo
extremista e projeta uma imagem de controle, características que marcam seus
estilos de governo”.
E
ainda: “Mais uma vez, como em Gaza, os senhores da guerra cometem crimes,
violando a soberania das nações e as leis da ordem internacional expressas na
Carta das Nações Unidas. Não podemos aceitar a linguagem das armas, que só
causa destruição, como forma de solução dos conflitos. Portanto, pedimos pelo
cessar-fogo imediato e que a ONU se encarregue de mediar o conflito na busca de
uma solução justa e pacífica”.
Por
fim, a nota afirma que tais ações desrespeitam a soberania das nações e as
normas estabele- cidas na Carta das Nações Unidas.
Concordo
integralmente com os pedidos da Rede Brasileira Justiça e Paz, mas acho que -
antes de dizer o que deve ser feito - a Igreja Cristã Católica, as outras
Igrejas Cristãs e todas as Religiões deveriam cumprir (como Jesus de Nazaré) sua
missão profética, denunciando e condenando a perversidade diabólica dos que
promovem a guerra, em nome do deus dinheiro. Por quê as Igrejas Cristãs (e não
só alguns cristãos individualmente) não retomam - fazendo-as suas - as palavras
proféticas de Jesus aos mestres da Lei e fariseus hipócritas:
“Raça
de cobras venenosas! Se vocês são maus, como podem dizer coisas boas? Pois a
boca fala aquilo de que o coração está cheio. O homem bom tira coisas boas do
seu bom tesouro, e o homem mau tira coisas más do seu mau tesouro. Eu digo a
vocês: no dia do julgamento, todos devem prestar contas de cada palavra inútil
que tiverem falado. Porque você será justificado por suas próprias palavras e
será condenado por suas próprias palavras” (Mt. 12,33-37; cf. 23,33).
Concluo
o meu texto, fazendo dois pedidos:
1º.
Que a Igreja Cristã Católica, as outras Igrejas Cristãs e todas as Religiões
cumpram - pública e oficialmente - sua missão profética, condenando clara e
firmemente toda guerra como desumana, antiética, injusta, iniqua, cruel e
diabólica.
2º.
Que o Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU), que é o órgão principal
da ONU com a responsabilidade primordial de manter a paz e a segurança
internacionais, se posicione de maneira firme contra todo tipo de guerra,
promovendo a solução dos problemas através do diálogo entre os países, em clima
de igualdade e corresponsabilidade.
Um
Mundo Novo é possível! Que assim seja! 08 de março: Feliz Dia Internacional da Mulher!
