terça-feira, 31 de dezembro de 2024

Vereadores de Goiânia: R$ 27.603,80 - Salário mínimo do Brasil: R$ 1.518,00

 


O título fala por si só! É uma afronta! É um pontapé na cara dos Pobres! É uma violência legalizada e institucionalizada que - nas pessoas com um mínimo de sensibilidade humana - suscita uma profunda indignação.

Uma realidade como essa monstra que o Sistema Capitalista Neoliberal - estruturalmente desumano e antiético - é de uma iniquidade e perversidade diabólicas. Sua hipocrisia é de fazer inveja aos fariseus!

60% dos trabalhadores brasileiros/as vivem com até um salário mínimo mensal: R$ 1.518,00; 70% ganham no máximo dois salários mínimos mensais: R$ 3.000,36.

Em total contraste com essa reaidade, os Vereadores de Goiânia, que já têm um salário mensal de R$ 20.702,85, no dia 26 deste mês de dezembro/24, aprovaram - um bônus de um terço do salário, ou seja, R$ 6.900,95, que - somado ao salário - dá a quantia de R$ 27.603,80.

Por incrível que pareça, só dois Vereadores do PT se posicionaram contra o bônus: Kátia Maria e Fabrício Rosa. Esse último criticou a manobra durante a sessão dizendo: "Se as vossas excelências (e que “excelências”!) não estão conseguindo trabalhar com todos os privilégios, com todas as benesses, tem alguma coisa errada na política". Parabéns Kátia e Fabrício!

No dia 27 deste mesmo mês, o bônus teve a aprovação da Comissão de Constituição e Justiça (e que “justiça”!) da Câmara Municipal.

Por fim, no dia 30 deste mesmo mês ainda, o bônus foi aprovado de forma definitiva no plenário da Câmara Municipal em sessão extraordinária, com os votos contrários dos dois  Vereadores acima citados e mais dois: Aava Santiago (PSDB) e Sargento Novandir (MDB).

Que vergonha! Não dá mais para aguentar! Precisamos dar um “basta” a essa podridão política! Um dia - acredito eu - chegaremos a um “basta radical”, transformando a “prática político-partidária” em prática de voluntariado como a “prática sindical” e a “prática popular”. Isso acontecendo, os Políticos - que certamente serão bem diferentes - viverão de seu trabalho profissional. Só serão pagos - com salário mensal - os trabalhadores e trabalhadoras que, na Política Partidária, prestarão serviços de secretária e de administração. Um dia chegaremos lá!

Atualmente, até a maioria dos Partidos Políticos - que se dizem de esquerda - são Reformistas. Seus Governos não têm a preocupação de abrir caminhos novos, dando os passos históricos possíveis, para mudar o Sistema Capitalista Neoliberal Dominante, mas querem simplesmente oferecer algumas “balinhas” aos Pobres - sempre com promessas de mais “balinhas” - para que fiquem contentes com sua “doçura”, não façam greves e não se revoltem contra o Sistema, que os mata aos poucos e - o que é pior - legalmente.

Com essa política, que visa “adoçar” a vida sofrida da grande maioria do nosso Povo, os Governos dos Partidos Políticos Reformistas acabam reproduzindo - com alguns retoques - o Sistema Capitalista Neoliberal dominante. Suas estruturas não ficam minimamente abaladas, mas - ao contrário - fortalecidas.

Os Governos dos Partidos Políticos Populares - para serem coerentes - não podem e não devem fazer “Aliança” - que é “Comunhão de Projetos” - com os Governos Capitalistas Neoliberais, cada dia mais crueis. Do ponto de vista ético, só podem e devem fazer - em casos especiais - “acordos pontuais” para aliviar e, se possível, resolver situações de degradação humana e de sofrimento, que não podem esperar a mudança do Sistema.

Apesar de todas as ambiguidades e traições políticas, temos consciência que - mesmo com suas diferenças - são somente as Forças Sociais Populares (Partidos Políticos Populares, Síndicatos de Trabalhadores e Trabalhadoras, Movimentos Populares, Comitês ou Fóruns de Defesa dos Direitos Humanos e de Cuidado para com a Irmã Mãe Terra, Nossa Casa Comum e Outras) que, unidas e organizadas, têm condições de dar passos históricos concretos rumo ao Projeto Político Popular, igualitário, comunitário, justo, sem classes: um Projeto político de Irmãos e Irmãs, que é o verdadeiro Socialismo. É o Projeto pelo qual nós lutamos. É o Projeto de Jesus de Nazaré, que - infelizmente - a maioria dos que se dizem seus seguidores e seguidoras não vivem e, muitas vezes, deturpam para legitimar “hipócrita e religiosamente” um Projeto Político totalmente desumano.

Hoje - como diz o Papa Francisco - os Pobres não são somente “excluídos”, mas “descartados”, ou seja, não são nem “lixo reciclável”, mas “lixo descartável”.

A caminhada é longa, mas a luta continua!  Esperançar é preciso! Um Ano Novo muito Feliz e de muitas vitórias!

 

Marcos Sassatelli - Frade dominicano
Doutor em Filosofia (USP) e em Teologia Moral (Assunção - SP)
Professor aposentado de Filosofia da UFG
E-mail: mpsassatelli@uol.com.br - Cel. e WA: (62) 9 9979 2282

https://freimarcos.blogspot.com/ - Goiânia, 31 de dezembro de 2024


Câmara Municipal de Goiânia - Setor Central - Goiânia - GO

                                    Foto: Vanessa Chaves/G1



sexta-feira, 20 de dezembro de 2024

Viver o Natal de Jesus hoje

 


“Eu vim para que todos e todas tenham vida e a tenham em abundância” (Jo10,10).  Essas poucas palavras nos dizem, de maneira muito clara, porque Jesus veio ao mundo e qual foi a sua missão. Fica a pergunta: que caminho Jesus escolheu para fazer isso?

Como já disse outras vezes - e não me canso de repetir - no Natal e em toda sua vida - Jesus teve lado, o lado dos Pobres: os oprimidos, os excluídos, os descartados e todos aqueles e aquelas que - na sociedade - não tinham voz e não tinham vez. Desde o nascimento até a morte na cruz, Jesus sempre se identificou e solidarizou com os Pobres, incluindo a Irmã Mãe Terra Nossa Casa Comum. Vejamos!

Tudo indica que - ainda no seio de sua mãe Maria e com seu pai José - Jesu foi “morador de rua”. Para cumprir o decreto de recenseamento, ordenado pelo imperador Augusto, “José, que era da família e descendência de Davi, subiu da cidade de Nazaré, na Galileia, até à cidade de Davi, chamada Belém, na Judeia, para registrar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida” (Lc 2,4-5). Antes que alguém - vendo a situação - abrisse um estábulo para Maria dar à luz - ela deve ter perambulado e dormido, com seu esposo José, nas ruas de Belém.                                                                                                                   

Com certeza, Jesus nasceu como “sem-teto”. Enquanto Maria e José estavam em Belém, “completaram-se os dias para o parto. Ela deu à luz seu filho primogênito. Envolveu-o em panos e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles dentro da casa” (Ib. 2,6-7).

Os primeiros que receberam a Boa Notícia do nascimento de Jesus foram os pastores - que eram os “sem-terra” da época - malvistos e desprezados pelos poderosos, porque ocupavam os campos com seus rebanhos de ovelhas. Segundo uma Lei daquele tempo, um pastor não podia ser testemunha em Tribunal. Não era considerado pessoa idônea.

O mensageiro de Deus disse aos pastores: “Não tenhais medo! Porque eis que lhes anuncio a Boa Notícia, uma grande alegria para todo o povo: hoje, na cidade de Davi, nasceu para vocês um Salvador, que é o Messias e Senhor” (Ib. 2,10-11).

Jesus recebeu a visita dos magos, sábios e estudiosos da natureza, que representavam todos os povos de todas as culturas. “Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele e lhe prestaram homenagem” (Mt 2,11).

Ainda criança, Jesus foi “migrante e refugiado” no Egito por causa da ganância de Herodes que queria matá-lo. O mensageiro de Deus falou em sonho a José: “Levante-se, pegue o menino e a mãe dele, e fuja para o Egito. Fique aí até que eu lhe avise, porque Herodes vai procurar o menino para matá-lo. Ele se levantou, e de noite pegou o menino e a mãe dele, e foi para o Egito. E aí ficou até a morte de Herodes” (Mt. 2,13-15).

Em sua vida anônima, Jesus foi carpinteiro com seu pai José. A respeito de Jesus, as pessoas diziam: “De onde vêm essa sabedoria e esses milagres? Esse homem não é o filho do carpinteiro?” (Ib. 13,54-55). “Esse homem não é o carpinteiro?” (Mc 6,3).

Em sua vida pública - anunciando a Boa Notícia do Reino de Deus - Jesus foi sempre próximo e entranhadamente solidário com os Pobres. Como exemplo, cito o caso do homem com a mão direita seca. “Jesus disse ao homem: ‘Levante-se e fique no meio’. ‘Estenda a mão’. O homem assim o fez e sua mão ficou boa” (Lc 6,8.10).

Jesus denunciou, com profunda indignação, a hipocrisia dos doutores da Lei e dos fariseus. “Ai de vocês, doutores da Lei e fariseus hipócritas! Vocês são como sepulcros caiados: por fora parecem bonitos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e podridão! Assim também vocês: por fora parecem justos diante dos outros, mas por dentro estão cheios de hipocrisia e injustiça” (Mt 23,27-28).

Na última Ceia, Jesus lavou os pés dos discípulos. “Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim (Jo 13,1). “Não existe amor maior do que dar a vida pelos amigos” (Jo 15,13).

Jesus foi preso e acusado de “subverter” o povo. “Achamos este homem fazendo subversão entre o nosso povo” (Lc 23,2). Foi morto na cruz como criminoso. “Jesus deu um forte grito: ‘Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito’. Dizendo isso, espirou” (Ib. 23,46).

Jesus - o Libertador, o Salvador, o Filho de Deus - ressuscitou dos mortos. Às mulheres, angustiadas por não ter encontrado o corpo de Jesus no túmulo, os mensageiros de Deus disseram: “Por que vocês estão procurando entre os mortos aquele que está vivo? Ele não está aqui! Ressuscitou!’” (Ib. 24,5-6).

Jesus enviou o Espírito Santo aos discípulos e discípulas. “Ele lhes disse: ‘A paz esteja com vocês. Assim como o Pai me enviou, eu também envio vocês’. Tendo falado isso, soprou sobre eles e elas, dizendo: ‘Recebam o Espírito Santo’” (Jo 20,21-22).

Jesus Ressuscitado continua vivo na Comunidade dos seus seguidores e seguidoras. “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estarei aí no meio deles” (Mt 18,20). E ainda: “Eu estarei com vocês todos os dias, até o fim dos tempos” (Ib. 28,20).

Por fim, pergunto: O que significa viver o Natal de Jesus no mundo de hoje, tão desigual e tão injusto? Se somos seguidores e seguidoras de Jesus, não devemos fazer hoje o mesmo caminho que Jesus fez em sua época? Não devemos “ter o lado dos Pobres” para que - a partir deles e delas e junto com eles e elas - todos e todas “tenham vida e vida em abundância”?

Para a Igreja, a “Opção pelos Pobres” não é “preferencial” (uma alternativa entre duas ou mais alternativas), mas é única; é o caminho “desde a manjedoura”, o caminho de Jesus, o caminho que leva à Vida, à verdadeira Vida. “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6)). Todos e todas - inclusive os ricos - são convidados e convidadas a mudar de vida, praticar a partilha e entrar nesse caminho.

Que o Natal de Jesus seja hoje o nosso Natal! São estes os meus sinceros votos a todos os Irmãos e Irmãs, Companheiros e Companheiras de caminhada. Um Ano 2025 de muitas lutas e vitórias.

 

Marcos Sassatelli - Frade dominicano
Doutor em Filosofia (USP) e em Teologia Moral (Assunção - SP)
Professor aposentado de Filosofia da UFG
E-mail: mpsassatelli@uol.com.br - Cel. e WA: (62) 9 9979 2282

https://freimarcos.blogspot.com/ - Goiânia, 20 de dezembro de 2024


Paróquia Nossa Senhora da Terra - Jardim Curitiba 3 - Goiânia - GO - 2021


segunda-feira, 16 de dezembro de 2024

Ditadura nunca mais!



 O dia 10 de dezembro deste ano de 2024 - Dia Internacional dos Direitos Humanos - foi um Dia de Mobilização Nacional.

Milhares de pessoas foram às ruas “em mais de 40 cidades do norte ao sul do país para participarem dos Atos ‘Sem Anistia’. Os manifestantes pediram a punição para os que tentaram dar um Golpe de Estado, além de planejarem os assassinatos do presidente Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes” (https://www.cut.org.br/noticias/sem-anistia-nas-ruas-do-pais-manifestantes-pedem-prisao-para-os-golpistas-da65)

Os principais objetivos da Mobilização Nacional foram: combater o golpismo e a violência policial (que aumenta a cada dia que passa); defender a democracia; prender os golpistas e lutar contra a carestia da vida

Sem anistia para os golpistas! Prisão para Bolsonaro e seus cúmplices, já! Pela vida, pela justiça, pela democracia e pela soberania popular!

Em Goiânia, o evento foi convocado pelo Fórum Goiano em Defesa dos Direitos, da Democracia e da Soberania, e pelas Centrais Sindicais Frente Brasil Popular e Povo Sem Medo. Aconteceu às 16h, em frente ao prédio do Ministério Público Federal (MPF), com boa participação.

Além de outros, os temas destacados pelos que se manifestaram foram: o respeito às instituições democráticas e à soberania do voto popular. Um carro de som foi estacionado na frente do MPF, chamando a atenção das pessoas que passavam pela avenida Olinda, ao lado da Assembléia Legislativa do Estado de Goiás (ALEGO).

A Central Única dos Trabalhadores e das Trabalhadoras de Goiás (CUT-GO) marcou presença. Foi representada por seu vice-presidente, Ademar Rodrigues, e por seu secretário de administração e finanças, Napoleão Batista, com falas contundentes em defesa do Estado democrático de direito e da ordem constitucional democrática, contra a ação criminosa dos golpistas: Bolsonaro e companhia limitada.

Devido ao espaço de um artigo, entre as muitas cidades onde aconteceu o Ato, cito - além de Goiânia - somente São Paulo. No Ato organizado pela CUT, as Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo e outros Movimentos Sociais Populares, o secretário de Relações do Trabalho, da CUT Brasil, Sérgio Antiqueira declarou que a sociedade não tolera mais nenhum tipo de anistia.

“O Brasil já é refém disso, Golpe após Golpe. Então, a gente não pode permitir que esse criminoso, que é o Bolsonaro, a quadrilha dele, os militares envolvidos, de todo o staff dele promovam um Golpe no Brasil, e para que isso não aconteça de novo a gente precisa deixar um recado: sem anistia!”. 

Concluiu dizendo: “O mercado financeiro está fazendo pressão contra o governo Lula, e a gente não pode deixar o governo Lula refém do mercado, dos banqueiros, e do agronegócio. Nós temos que fazer esse enfrentamento, e é assim na rua que a gente consegue” (Maria Dias, CUT-SP). 

Por fim, uma reflexão que considero fundamental. No Sistema Capitalista Neoliberal - estruturalmente irracional, desumano e antiético - o chamado “Estado Democrático de Direito” é meramente formal

Na realidade - apesar dos Movimentos Sociais Populares e Sindicatos de Trabalhadores/as conscientes e organizados - a grande maioria do nosso Povo continua ainda ideologicamente oprimida e dominada. O opressor está hospedado agradavelmente na cabeça do oprimido.

Diversas vezes eu ouvi trabalhadores e trabalhadoras, que - bem intencionados e por falta de consciência crítica - diziam: “eu não voto em pobre porque - por ser pobre - se ganhar, vai roubar mais; eu voto em rico, porque - por ser rico - se ganhar, vai roubar menos”. Exemplo: o resultado das últimas Eleições municipais.

Mesmo com todas essas limitações ideológicas, na Democracia Formal do Sistema Capitalista Neoliberal (o que não acontece num Sistema Ditatorial imposto com violências, mortes e Golpe de Estado), temos a possiblidade de realizar um Trabalho de Base de conscientização e libertação: nos Partidos Políticos Populares, nos Sindicatos de Trabalhadores/as, nos Movimentos Sociais Populares e outras Organizações Populares, e também na Igreja, sobretudo nas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e nas Pastorais Sociais. 

Com esse trabalho - mesmo nas contradições históricas existentes - podemos abrir caminhos novos que - a médio e longo prazo - levam à Democracia Popular (a verdadeira Democracia) e, consequentemente, ao Sistema Político Popular.

É a nossa meta, é o nosso ideal! A luta continua! Um dia chegaremos lá!


Marcos Sassatelli  Frade dominicano
Doutor em Filosofia (USP) e em Teologia Moral (Assunção - SP)
Professor aposentado de Filosofia da UFG
E-mail: mpsassatelli@uol.com.br - Cel. e WA: (62) 9 9979 2282

https://freimarcos.blogspot.com/ - Goiânia, 15 de dezembro de 2024


                                                                                
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sexta-feira, 29 de novembro de 2024

Um Poder Público Municipal criminoso

 


Nestes últimos dias, os Jornais de Goiás e as Redes Sociais nos trazem continuamente notícias chocantes a respeito da morte de pessoas por falta de vagas na UTI, apesar da luta sofrida e desesperada dos familiares para conseguir a internação. É muito doído ver irmãos e irmãs nossos serem tratados dessa forma! A indignação é sem limites! Não dá para ficarmos calados. 

Bastam poucos exemplos para perceber o grau de perversidade humana e ética da questão da Saúde Pública, em Goiânia - GO. “Duas mulheres já morreram à espera da UTI”. “Crise na Saúde Municipal, que enfrenta escassez de leitos de Unidade de Terapia Intensiva, interrompe a vida de mulheres que eram mães de crianças e tinham menos de 40 anos”. “Problema existe há pelo menos 7 meses” (O Popular, 23 e 24/11/24, p. 12).

“Idosa aguarda leito há 15 dias”. “Angústia. Ao mesmo tempo em que vê outros pacientes morrendo pela demora no encaminhamento à UTI, família de Maria Querubina, de 88 anos, luta para conseguir vaga”. “Quatro pacientes morreram durante a espera”. “Mesmo eu fazendo de tudo não saiu o leito de UTI. É um sentimento de impotência”: desabafo da esposa de um falecido (O Popular, 26/11/24, p.13).

Trata-se de cenas que são de uma maldade, iniquidade e crueldade inacreditáveis! Quem tem um mínimo de sensibilidade só pode ficar totalmente indignado: uma indignação que é humana, ética e cristã.

São crimes contra os Pobres que clamam por justiça diante de Deus. Os responsáveis diretos desses crimes são o Poder Público e - no nosso caso - o Poder Público Municipal de Goiânia nas pessoas do Prefeito e de seus Colaboradores na área da Saúde. São eles os verdadeiros criminosos.

O desrespeito, acintoso e cruel, do Poder Público aos doentes é uma das faces mais perversas da imoralidade institucionalizada (pecado social ou estrutural) de um sistema sócio-econômico-político-ecológico-cultural totalmente irracional, desumano e antiético: o sistema capitalista neoliberal. 

Mais um caso inimaginável: “Maria Ayla Pereira Silva, de um ano, tinha síndrome rara e morreu após paralização do serviço por falta de pagamento da Prefeitura” (O Popular, 28/11/24, p. 11).

Nesta maracutaia de imoralidades públicas, tivemos finalmente um ato positivo. “Cúpula da Saúde é presa após agravamento da crise. Ministério Público diz que grupo atrasava pagamentos para investidas criminosas” (Ib., 1ª página), além - é claro - de ser responsável pelas mortes acima relatadas e muitas outras. Nessa operação do Ministério Público - GO, foram presos o Secretário Municipal da Saúde, o Secretário Executivo e o Diretor Financeiro (cf. Ib. p. 13). E o Prefeito? Não é ele o responsável principal?

Neste texto, não vou discutir as causas imediatas da crise na Saúde Pública, mas lembrar que o Direito à Saúde Pública é de todos os Seres Humanos, desde os Pobres e que a responsabilidade ética para que esse Direito seja respeitado é do Poder Público. Infelizmente, no nosso caso, é o próprio Poder Público o maior violador desse Direito.

“Toda pessoa tem direito a um nível de vida suficiente para lhe assegurar e à sua família a saúde e o bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e ainda quanto aos serviços sociais necessários (Declaração Universal de Direitos Humanos - 1948, n. 25).

“A saúde é direito de todos/as e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação” (Constituição do Brasil de 1988. Art. 196).

Para os cristãos e cristãs, é sempre bom lembrar também as palavras de Jesus: “Eu vim para que todos e todas tenham vida, e a tenham em abundância” (Jo 10,10).

Nos casos de pessoas com doença grave ou gravíssima, que exigem a internação na UTI, o Poder Público é obrigado, do ponto de vista humano e ético, a internar as pessoas, mesmo que seja a pagamento na UTI de um Hospital Particular. Se não o fizer, os governantes devem ser presos, processados e julgados.

Onde está o Tribunal de Justiça (ou melhor, de Injustiça!) de Goiás? Por que tanta omissão? Que “Justiça“ é essa? O Tribunal - com sua omissão - não está sendo conivente com essa imoralidade pública? O Prefeito e o Secretário de Saúde do Município de Goiânia não são jurídica e eticamente responsáveis pelas pessoas que morreram por falta de vaga na UTI?

Por fim, como cristão, digo mais: doe-me muito e fico profundamente indignado com o silêncio da Igreja, a minha Igreja. Ela não deveria oficialmente fazer uma denúncia profética pública contra essa situação de pecado social: uma situação de morte pela omissão do Poder Público Municipal?

Com certeza, Jesus de Nazaré - que sempre se posicionou ao lado e do lado dos excluídos e excluídas - diante de uma situação desumana e antiética como essa, não ficaria omisso. Tenho certeza que - como aos Fariseus de sua época - Ele diria: “Raça de cobras venenosas! Se vocês são maus, como podem dizer coisas boas? Pois a boca fala aquilo de que o coração está cheio. O Ser humano bom tira coisas boas do seu bom tesouro e o Ser humano mau tira coisas más do seu mau tesouro” (Mt 12, 34-35).

Justiça já! Que as famílias, com membros falecidos por causa da falta de vagas na UTI pública, sejam ao menos - embora nada repare a dor - indenizadas pelo Poder Público! Que o Prefeito de Goiânia seja preso - como seus Colaboradores na Saúde já foram - e todos sejam jurídica e eticamente responsabilizados pelas mortes, processados e julgados.

“Deus faz justiça e defende todos os oprimidos/as” (Salmo 106, 3).


Marcos Sassatelli  Frade dominicano

Doutor em Filosofia (USP) e em Teologia Moral (Assunção - SP)

Professor aposentado de Filosofia da UFG

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https://freimarcos.blogspot.com/ - Goiânia, 28 de novembro de 2024



terça-feira, 19 de novembro de 2024

CEBs: rostos diferentes, mas a mesma identidade

 


Com todo respeito e estima que tenho pelos meus Irmãos Pe. Manoel Godoy que levantou o assunto e Pedro A. Ribeiro de Oliveira que o desenvolveu (cf. https://portaldascebs.org.br/um-novo-jeito-de-ser-ceb/ - 24/08/24), não há a necessidade - no meu entender - de encontrar “um novo jeito de ser Comunidade Eclesial de Base” (CEB). Esse “novo jeito” não existe. Explico.


·     As CEBs sempre tiveram, têm e terão rostos diferentes, conforme as realidades históricas nas quais elas estiveram, estão e estarão - consciente e criticamente - inseridas. É nessas realidades que as CEBs nasceram, nascem e nascerão; cresceram, crescem e crescerão, cumprindo sua missão libertadora, que é a continuação da missão de Jesus de Nazaré.


·   As CEBs - com rostos diferentes - sempre tiveram, têm e terão a mesma identidade: a identidade evangélica.

Por terem rostos diferentes, as CEBs foram, são e serão sempre um “novo jeito de ser Igreja”

Por terem identidade evangélica, as CEBs foram, são e serão sempre um “antigo jeito de ser Igreja”: o “jeito” de ser das Primeiras Comunidades Cristãs, o “jeito” de ser de Jesus de Nazaré.

Atualmente, as CEBs - mesmo quando são tratadas com indiferença e desinteresse pelo Poder Eclesiástico Clerical e, às vezes, obrigadas a viver nas Catacumbas - estão vivas e não morrem, porque o Espírito Santo está com elas. É por isso que as CEBs - como ideal e meta a ser perseguida - são também um “novo jeito de toda a Igreja ser”.

Pela minha experiência de mais de cinquenta anos de convivência com o Povo de Deus nas CEBs e com suas Pastorais Socioambientais, dou testemunho que nas CEBs temos muitos irmãos e irmãs, cristãos e cristãs que são verdadeiros santos e santas.

Infelizmente, a Igreja Católica como Instituição - no decurso de sua história - cedeu à tentação do Poder (ao contrário de Jesus que a venceu) e se tornou uma Igreja Estado de três classes: Leigos/as (a grande maioria), Religiosos/as e Clero (diáconos, presbíteros e bispos) com muitos paramentos imperiais e títulos honoríficos (Monsenhor, Excelência, Eminência e outros): uma Igreja piramidal, hierárquica e clerical, que nada tem a ver com o Evangelho de Jesus de Nazaré.

Atualmente, as CEBs estão sendo propositalmente esquecidas pelo Poder Eclesiástico, que quer um modelo de Paróquia e de Diocese piramidal e clerical, contrário ao ensinamento do Concílio Vaticano II e da Conferência de Medellín. 

Diante dessa realidade, precisamos tomar posição, denunciando profeticamente esse comportamento farisaico da Igreja Instituição e defendendo o jeito de ser Igreja das CEBs, que é o jeito de ser Igreja conforme o Evangelho: nosso jeito de ser Igreja, com a certeza que o Espírito Santo está do nosso lado.

Há alguns anos que a Igreja no Brasil, diplomaticamente, não fala mais de CEBs, mas de Comunidades Eclesiais Missionárias. Ora, será que a Igreja não sabe ou - o que é pior - finge de não saber que as Comunidades Eclesiais, para serem Missionárias, têm que ser de Base?

(Veja: https://freimarcos.blogspot.com/search?q=Comunidades+Eclesiais+de+Base+mission%C3%A1rias            

ou: https://www.ihu.unisinos.br/categorias/597412-comunidades-eclesiais-de-base-missionarias e outros sites)

Nos Documentos atuais da Igreja, os Documentos da Conferência de Medellín não são lembrados nem na Lista de Siglas. Ora, para a Igreja do Brasil e da América Latina, esquecer a Conferência de Medellín, significa esquecer o Concílio Vaticano II.

Apesar de tudo isso, “as CEBs continuam sendo um ‘sinal da vitalidade da Igreja’ (Redemptoris Missio - RM 51). Os discípulos e as discípulas de Cristo nelas se reúnem na escuta e na partilha da Palavra de Deus. Buscam relações mais fraternas, igualitárias e inclusivas. Superam a cultura machista e o clericalismo. Celebram os mistérios cristãos e assumem o compromisso de transformação da sociedade e a defesa da criação, a Nossa Casa Comum” (Carta do 14º Intereclesial das CEBs).

Lembro mais uma vez: nos ensinamentos da Conferência de Medellín, a CEB (Comunidade de Fé, Esperança e Caridade) “é o primeiro e fundamental núcleo eclesial, que deve, em seu próprio nível, responsabilizar-se pelo valor da fé e sua expansão, como também do culto, que é sua expressão. Ela é, pois, célula inicial da estrutura eclesial e foco de evangelização e, atualmente, fator primordial da promoção humana e do desenvolvimento”. A CEB é uma “Comunidade local ou ambiental, que corresponde à realidade de um grupo homogêneo e que tenha uma dimensão tal que permita o trato pessoal fraterno entre seus membros” (Medellín, XV, 10).

A Paróquia passa a ser “um conjunto pastoral unificador das Comunidades de Base” (Ib. 13). Reparem: Comunidades de Base! (Por estar falando da Igreja, a palavra “cristã” ou “eclesial” está subentendida).

Se a Igreja do Brasil - dando o mau exemplo - não se sente obrigada a aceitar os ensinamentos da Conferência de Medellín, nós também - como cristãos e cristãs - não nos sentimos obrigados a aceitar os ensinamentos da Igreja do Brasil.

Aqueles e aquelas que querem acabar com a Igreja Povo de Deus e, mais especificamente, com as CEBs, lembrem que estão lutando contra o Espírito Santo.

Como foi dito no 1º Intereclesial (6-8/01/75) - e continua válido - as CEBs são “uma Igreja que nasce do Povo pelo Espírito de Deus”. E, se nasce do Povo pelo Espírito de Deus, não morre nunca.

Por fim, as CEBs são uma Igreja Pobre, para os Pobres, com os Pobres e dos Pobres. Elas são a Igreja de Jesus de Nazaré. Todos e todas somos convidados e convidadas a entrar nessa Igreja, inclusive os ricos. 

O Evangelho registra dois casos de encontro de Jesus com ricos: Zaqueu e mais um do qual o Evangelho não diz o nome. Na presença de Jesus, eles sentem-se obrigados a tomar uma decisão (não ficam “em cima do muro”, como se costuma dizer).

Zaqueu, encontrando-se com Jesus, ficou de pé, e disse: “A metade dos meus bens, Senhor, eu dou aos Pobres; e, se roubei alguém, vou devolver quatro vezes mais” (Lc.19,8). O outro homem rico, dialogando com Jesus, disse-Lhe que observava os mandamentos desde jovem. Diante dessa afirmação, “Jesus olhou para ele com amor e disse: ‘Falta só uma coisa para você fazer: vá, venda tudo, dê o dinheiro aos Pobres, e você terá um tesouro no céu. Depois venha e siga-me’. Quando ouviu isso, o homem ficou abatido e foi embora cheio de tristeza (ao menos naquele momento), porque ele era muito rico” (Mc 10,21-22).

O caminho de Jesus - que as CEBs sempre seguiram, seguem e seguirão - está aberto a todos e todas.

O convite para entrar nesse caminho é de Jesus. A resposta é nossa e não tem meio-termo. Deve ser radical.


Marcos Sassatelli  Frade dominicano
Doutor em Filosofia (USP) e em Teologia Moral (Assunção - SP)
Professor aposentado de Filosofia da UFG
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https://freimarcos.blogspot.com/ - Goiânia, 18 de novembro de 2024

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quinta-feira, 14 de novembro de 2024

Aos Prefeitos/as e Vereadores/as eleitos dos Partidos Políticos Populares - Carta Aberta

 


Aos Irmãos/ãs, Companheiros/as de caminhada e de luta dos Partidos Políticos Populares (chamados “de esquerda”), que assumirão o Mandato - Serviço de Vereadores/as ou Prefeitos/as no início de 2025.

Junto com os meus parabéns pela vitória, desejo que vocês - na prática da Política Partidária Popular de Vereadores/as ou Prefeitos/as - sejam sempre coerentes com o Projeto de Sociedade e de Mundo (a Irmã Mãe Terra Nossa Casa Comum) que vocês defendem e querem ajudar a construir.

Como Irmão e Companheiro de vocês - que por mais de 50 anos frequentou a “Universidade do Povo”, conviveu com o Povo nas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), nas Pastorais Sociais, nos Movimentos Populares e aprendeu muito com a sabedoria de vida dos Pobres (marginalizados, oprimidos, excluídos e descartados) - permito-me (a título de colaboração) apontar para vocês, novos Vereadores/as e Prefeitos/as dos Partidos Políticos Populares, alguns caminhos que vocês devem  percorrer no cumprimento de seu mandato.  


1.  ANUNCIEM com seu testemunho de vida e com sua palavra - de maneira clara e sem ambiguidades - o Projeto de Sociedade e de Mundo pelo qual vocês lutam: um Projeto igualitário (sem classes), justo, fraterno, comunitário (socialista e comunista, no verdadeiro sentido da palavra), com condições de Vida digna para todos/as, que denomino: Projeto Social Popular (PSP).

(Por “social” - no singular ou no plural - entendo sempre: socioeconômico, sociopolítico, socioecológico ou socioambiental, sociocultural e sociorreligioso)


2.   FAÇAM do seu mandato uma Comunidade de Companheiros/as, que - coordenada por vocês - presta serviços ao Povo, desde os Pobres e com os Pobres.


3.   VALORIZEM a diversidade na unidade: nos Partidos Políticos Populares e entre eles; nas Organizações Sociais Populares e entre elas; nas CEBs e Pastorais Sociais e entre elas. Todas essas Entidades Populares estão comprometidas com a construção do Projeto Social Popular (PSP): um Brasil Novo e um Mundo Novo acontecendo. “Trabalhador/a unido/a (e organizado/a) jamais será vencido/a”.


A diversidade na unidade se revela nas diferenças e divergências que - às vezes - há entre os Companheiros/as dessas Entidades Populares: na leitura - analise e interpretação - da realidade; na definição dos passos que podem e devem ser dados para transformá-la; e na disputa - que é legítima - por “serviços” (funções) em suas Entidades Populares.


A diversidade (diferenças e divergências) entre os/as que lutam pelo mesmo ideal, fortalece a caminhada.


4.    LUTEM - unidos/as e organizados/as - pelo Projeto Social Popular (PSP), fazendo Aliança entre os Partidos Políticos Populares; com as Organizações Sociais Populares (Movimentos Populares, Sindicatos de Trabalhadores e Trabalhadoras, Coletivos de Mulheres, Entidades de Estudantes, Comitês ou Fóruns de Direitos Humanos e de Cuidado para com a Irmã Mãe Terra Nossa Casa Comum, Comissões de Justiça e Paz e outras); com as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e com as Pastorais Sociais (Pastoral da Terra, Pastoral da Moradia, Pastoral da Saúde, Pastoral Operária, Pastoral Carcerária, Pastoral do Migrante, Pastoral do Povo da Rua e outras).


Essa Aliança lembra a todos/as que os Partidos Políticos Populares, as Organizações Sociais Populares, as CEBs e as Pastorais Sociais têm lado - o lado dos Pobres - e que suas lutas, por mudanças estruturais, conjunturais e pessoais, acontecem sempre desde os Pobres e com os Pobres. O maior exemplo disso é Jesus de Nazaré.


Os Partidos Políticos Populares, porém, nunca devem fazer Aliança (palavra que significa “Comunhão de Projetos) com os Partidos Políticos Conservadores (chamados “de direita”) que defendem a manutenção e o fortalecimento do Projeto Capitalista Neoliberal: um Projeto totalmente irracional, desumano, antiético e anticristão, que “exclui, degrada e mata” (Papa Francisco). É uma questão de coerência humana e ética.


Para nós, os Políticos desses Partidos não são somente adversários (que podemos ter também dentro dos nossos Partidos), mas inimigos. O errado - desumano e antiético - não é ter inimigos, mas odiar os inimigos. Nós temos inimigos, mas - seguindo o ensinamento de Jesus - amamos os inimigos e pedimos a Deus por eles para que mudem de vida. A única maneira, porém, de amar os inimigos (os opressores) é - como lembra Paulo Freire - lutar contra o Projeto de Vida deles.


Com os Partidos Políticos Conservadores, que defendem o Projeto Capitalista Neoliberal, só podem ser feitos Acordos pontuais em casos especiais e para resolver questões sociais emergenciais (que não podem esperar mudanças estruturais: um novo de Projeto Social).


5. RETOMEM - em seus Partidos Políticos Populares - o Trabalho de Base entre os Trabalhadores/as da cidade e do campo, formando Grupos de Pessoas interessadas em refletir crítica e comunitariamente sobre a Política Partidária Popular e - libertando-se da dominação ideológica dos Opressores - participar dela ou colaborar com ela conscientemente. Precisamos muito disso!


Os/as que nos comprometemos - de uma forma ou de outra - com a Política Partidária Popular, somos ainda uma minoria. Basta lembrar - por exemplo - que nas últimas Eleições Municipais, os Partidos Políticos Populares elegeram somente 749 Prefeitos, enquanto os Partidos Políticos Conservadores elegeram 4.511 Prefeitos (TSE).

A luta continua! Esperançar é preciso! A vitória é e será nossa! Abraços!

"Continuem a combater a economia criminosa com a economia popular”

(Papa Francisco. Aos Movimentos Populares, Roma, 20/09/24)


Marcos Sassatelli  Frade dominicano

Doutor em Filosofia (USP) e em Teologia Moral (Assunção - SP)

Professor aposentado de Filosofia da UFG

E-mail: mpsassatelli@uol.com.br - Cel. e WA: (62) 9 9979 2282

https://freimarcos.blogspot.com/ - Goiânia, 08 de novembro de 2024


A palavra do Frei Marcos: uma palavra crítica que - a partir de fatos concretos e na escuta dos sinais dos tempos aponta caminhos novos